segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A publicidade infantil é legítima?

Por Emiliano José, escrevendo para Carta Capital.

A publicidade é um negócio especial, motor do capitalismo. A atividade consegue fazer do produto uma mercadoria, transferir qualidades mágicas ao que se quer vender e ainda carrega consigo, por isso mesmo, uma carga enorme de criatividade, pois manipula a mente das pessoas. Realiza a transformação a que Marx se referia, transformando valor de uso em valor de troca. Ninguém compra um automóvel. Compra o que pensa ser aquele automóvel. E convence. E vende.

O capitalismo é o modo de produção das marcas a partir da publicidade. Isso foi registrado por Paul Baran e Paul Sweezy em seu notável livro O capital monopolista, de 1966. E esse capitalismo de marcas data do final do século XIX, início do século XX. Valem mais as marcas, o simbolismo que se empresta a elas, do que o produto concreto que representam. Então, a publicidade é algo extraordinário pela sua força, pelo seu poder de, sob vários aspectos, moldar o mundo.

Por isso, pergunto: será justo que nossas crianças continuem a ser constantemente bombardeadas por mensagens publicitárias destinadas a incentivar o consumo, a propalar uma visão consumista de mundo, a serem os porta-vozes do mercado junto aos seus pais? É correto que a publicidade no Brasil não experimente nenhuma regulamentação com relação à publicidade infantil?

Respondo logo que, do meu ponto de vista, não. As crianças têm sido utilizadas não só para a venda de produtos infantis, como para estimular o consumo de produtos destinados a adultos. Lamentavelmente transformam-se em joguetes na construção do consumismo, na efetivação da transformação do valor de uso em valor de troca.

Não estou especulando. O mundo publicitário assume isso, sem culpa. Desculpem-me os leitores. Falar em culpa no mundo da publicidade é um equívoco completo. Tenho participado intensamente desse debate na Câmara Federal. Uma amiga do Instituto Alana, Gabriella Vuolo, que se dedica a combater o consumismo infantil, recentemente me mostrou um cartaz que dizia: “Venha ao Maximídia e aprenda a falar com quem mal aprendeu a falar”. Isso mesmo. Obsceno assim. A publicidade começa a mexer com os corações e mentes das crianças muito cedo. De modo planejado, científico.

Tratava-se, no caso a que me refiro, de um debate do Maximídia 2011, o 21º Encontro Internacional de Marketing e Comunicação, realizado pela Meio&Mensagem, em São Paulo, que ocorreria no dia 6 de outubro. “É a oportunidade de você e sua empresa aprenderem a falar com gente que influencia imensamente o consumo de milhões de adultos”.

Não há, portanto, dúvida quanto ao que se quer com a publicidade destinada ao público infantil – levar os adultos a comprar, e não somente produtos para as crianças. Os pequenos transformam-se no batalhão avançado do consumismo, os que primeiro devem convencer os pais a comprar, e a adquirir as mais variadas mercadorias, não apenas os produtos infantis.

As crianças – e falamos de uma idade que vai de zero a 12 anos – ainda não têm maturidade suficiente, como é natural, não têm experiência de vida, acreditam com mais facilidade nas coisas que ouvem e vêem, são pessoas vulneráveis. Crianças não sabem controlar seus desejos e são facilmente iludidas pelas atraentes, bem estudadas e pesquisadas mensagem publicitárias. São, portanto, facilmente manipuláveis. Como o diz quase abertamente o texto do cartaz a que me referi acima.

As conseqüências para as crianças são danosas, graves. Obesidade infantil, uma delas. A publicidade de alimentos não saudáveis contribui muito para a formação de maus hábitos alimentares. De cada 10 alimentos anunciados no Brasil, sete são guloseimas e comidas industrializadas, e 15% das crianças brasileiras já estão obesas e 33% com sobrepeso. Constitui um problema de saúde, inclusive, também, de natureza psicológica.

A erotização precoce é outra questão. Estimuladas pela publicidade, as crianças acabam pulando etapas importantes de seu desenvolvimento. Muito cedo, são induzidas a deixar de brincar, de desenvolver a sua imaginação, de fantasiar por si próprias, para se envolver com as fantasias que a publicidade lhes impõe, e passam a se preocupar em parecer mais velhas e atraentes, portando-se como adultas. Os pais às vezes não percebem tudo isso, e acabam entrando no jogo. Quantos pais e mães não se orgulham em apresentar uma filha de pouco anos como uma mulher, ou um menino como um homem feito?

Também é notório que crianças mais pobres, que não podem comprar o que o mundo publicitário anuncia, reagem contra a família e a sociedade. Violência e delinquência precoces também estão vinculadas ao consumo insatisfeito. Muitos jovens vão buscar no tranco, armados, o que o fantástico mundo da publicidade apregoa como algo permitido a todos.

A publicidade sem controle de bebidas alcoólicas também estimula o consumo precoce do álcool, com as conseqüências conhecidas. Ficamos discutindo as drogas e quase nos esquecemos da gravidade do consumo do álcool na infância e adolescência. Nossas crianças têm de ser protegidas desse bombardeio. Na Câmara Federal, há projetos destinados a isso, e nós os temos apoiado, promovido audiências públicas e insistido que tramitem rapidamente.

Sei que no Brasil, quando se fala em regulação, apela-se logo para a democracia, como se o mundo dos negócios estivesse profundamente preocupado com nosso destino político, como se o regime democrático estivesse correndo risco. Não está. Em outros países há regulação em relação ao assunto. Na Suécia, é proibida a publicidade na TV dirigida à criança menor de 12 anos em horário anterior às 21 horas. É proibido qualquer tipo de comercial que seja veiculado durante, imediatamente antes ou depois dos programas infantis – seja de produtos destinados ao público infantil ou adulto.

Na Inglaterra, é proibida a publicidade de alimentos com alto teor de gordura, sal e açúcar dentro e durante a programação de TV com apelo ao público menor de 16 anos, a qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer canal ou emissora, como é proibida a publicidade para crianças, que ofereça produtos ou serviços por telefone, correio, internet ou celular.

Por lá também, para não confundir a criança, é proibido o uso de efeitos especiais que insinuem que o produto possa fazer mais do que efetivamente faz, o que ocorre no Brasil à saciedade. É proibida qualquer transmissão antes das 21h de publicidade comercial apresentada por personalidades ou personagens – inclusive bonecos, fantoches e marionetes – que apareçam regularmente em programas de TV apresentando ou endossando produtos ou serviços de particular interesse das crianças.

Na Alemanha, os programas infantis não podem ser interrompidos pela publicidade. Crianças não devem ser usadas para apresentar vantagens especiais e características de um produto que não seja adequado ao natural interesse e manifestação delas. Na Noruega, é proibida a publicidade de produtos e serviços direcionados a crianças menores de 12 anos. E é proibida a publicidade durante programas infantis.

EUA, Bélgica, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Holanda, Áustria, Portugal, Luxemburgo, Itália e Grécia são alguns outros países que têm legislações voltadas à proteção das crianças em relação à publicidade. Como se vê, não estaremos mal acompanhados caso consigamos avançar na legislação com algum tipo de proteção às nossas crianças diante do indiscriminado bombardeio publicitário.

Ninguém poderá rotular de autoritarismo qualquer regulação. Ao contrário. Todos os países a que nos referimos são países democráticos, e que zelam por suas crianças. Ao dar um passo para regular a publicidade infantil, avançaremos na proteção de nosso futuro. Será um gesto carinhoso, amoroso. O consumo é assunto de adultos. Crianças merecem ser protegidas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CICLO DE PALESTRAS – A PUBLICIDADE VOLTADA AO PÚBLICO INFANTIL – REPERCUSSÕES JURÍDICAS E SOCIAIS

Dias: 24 e 26 de agosto de 2011, às 19 horas
Local: Escola Paulista da Magistratura - Rua da Consolação nº 1483, 2º andar - auditório

Link: http://www.idec.org.br/pdf/evento-publicidade-infantil.pdf

PROGRAMAÇÃO:

24.8.2011, das 19h às 21h30m
"PUBLICIDADE VOLTADA AO PÚBLICO INFANTIL"
Presidente: Desembargador Antônio Carlos Malheiros
Palestrante da área jurídica: Professor Desembargador Luiz Antonio Rizzatto Nunes
Palestrante da área de comunicação - Jornalista Edgard Rebouças

26.8.2011, das 19h às 21h30m
"PUBLICIDADE DE ALIMENTOS VOLTADA AO PÚBLICO INFANTIL"
Presidente: Juiz Alexandre David Malfatti
Palestrante da área jurídica: Professor Juiz Paulo Jorge Scartezzinni Guimarães
Palestrante da área médica - Professor José Augusto Taddei

INSCRIÇÕES:

MODALIDADE PRESENCIAL
De 11 de julho a 05 de agosto de 2011.
Público Alvo: magistrados, assistentes jurídicos e funcionários do TJSP e alunos matriculados na EPM -
Número de vagas oferecidas: 110 (cento e dez)

De 08 a 19 de agosto de 2011
Público Alvo: demais interessados - Número de vagas oferecidas: 60 (sessenta)
Para se inscrever os interessados deverão, observando o cronograma de inscrição acima:
1- Preencher ficha diretamente no site da Escola (www.epm.tjsp.jus.br)
2- Após o preenchimento e envio, será automaticamente remetido e-mail confirmando a inscrição
3- A lista dos convocados, obedecendo a ordem de inscrição, será divulgada no site da EPM e publicação
no Diário Eletrônico a partir do dia 22/08/2011

MODALIDADE À DISTÂNCIA – ON LINE
Não será necessário efetuar inscrição prévia, pois o acesso será liberado.
Para assistir às palestras, os interessados deverão, nos dias e horários determinados do curso, acessar o site da Escola Paulista da Magistratura – www.epm.tjsp.jus.br e no menu à esquerda da tela clicar em “Cursos / On line”

Parcerias:
Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Fundação Procon de São Paulo, Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, APAMAGIS e Instituto Alana

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Professora da UnB alerta para necessidade de uma política alimentar no país

Alegando falta de tempo e facilidades financeiras, brasileiros enchem os pratos de comidas com muita caloria e pouco teor nutritivo, segundo o IBGE. Especialistas alertam que o hábito pode virar um problema de saúde pública

Júnia Gama - s

Larissa Leite

Publicação: 29/07/2011 09:08 Atualização: 29/07/2011 09:13

Luciana (D) sai frequentemente com as amigas Talitha, Renata e Fernanda (sentido horário) para comer fast food ( Monique Renne/CB/D.A Press )
Luciana (D) sai frequentemente com as amigas Talitha, Renata e Fernanda (sentido horário) para comer fast food



Os quase 40 milhões de brasileiros que passaram a integrar a classe média, nos últimos anos, não estão se alimentando bem. A renda vem aumentando com o consumo de alimentos com alto teor calórico e baixo valor nutritivo. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a população está abandonando componentes de uma dieta saudável, como arroz, feijão e verduras, e os substituindo por pizzas, salgados, doces e refrigerantes.

Segundo especialistas, o aumento da renda é seguido pela globalização, que facilita o acesso a refeições rápidas e pouco nutritivas. Para a nutricionista Joana D’Arc Pereira Mura, autora do livro Tratado de alimentação, nutrição & dietoterapia, a multiplicação das redes de fast food alterou a relação das pessoas com a alimentação. O Brasil estaria caminhando, segundo ela, em direção a um cenário visto em países onde a obesidade é um problema generalizado de saúde pública.

O estudo realizado pelo IBGE mostra o consumo excessivo de açúcar (61% da população), sódio (90%) e gorduras saturadas (82%). As fibras, importantes para o bom funcionamento do sistema digestivo, são insuficientemente ingeridas por 68% dos brasileiros. A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, alerta para a gravidade do problema entre os adolescentes. Segundo ela, o padrão alimentar de baixo teor nutricional pode trazer consequências como obesidade e doenças crônicas.

A estudante Luciana Brasil, 18 anos, encaixa-se no perfil que preocupa os agentes do ministério. Ela conta que seus pais têm uma alimentação saudável e que brigam com ela por conta de suas preferências alimentares. “Fast food é mais barato, mais prático, vale mais o prazer da comida gostosa que a saúde”, diz a jovem, que costuma ir a lanchonetes com as amigas Renata Teixeira, Talitha Adnet e Fernanda Vargas.

O aumento do consumo de alimentos pouco nutritivos é seguido pelo crescimento do consumo de alimentos saudáveis, o que pode parecer uma contradição. A professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB) Elizabetta Recine explica o motivo. É preciso, segundo ela, atentar para o momento atual, em que o movimento de ascensão social é recente. As camadas de renda menor, que têm protagonizado a formação da nova classe média, tendem a consumir mais produtos industrializados, aos quais não tinham acesso. Elizabetta relata que a velocidade de incorporação desses alimentos na dieta dos brasileiros deve-se em parte ao apelo publicitário. “Essas pessoas são bombardeadas pela publicidade, o que gera um anseio de consumo por produtos de um mercado do qual antes eram privadas”, diz.

Nas camadas de renda mais elevadas, onde a ascensão social não resulta de um processo tão recente, a informação sobre a qualidade nutritiva dos alimentos tende a ser maior, o que explica o alto consumo de frutas, verduras e legumes. “Pessoas com mais informação incluem itens saudáveis na dieta”, afirma a professora.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O vergonhoso parecer do Conar

Por: Mariana Ferraz

Publicado em: http://ultimainstancia.uol.com.br/

“Da mesma forma que Suécia e Dinamarca tem por base evitar que suas crianças de olhos azuis fiquem gordinhas, o Brasil tem por base acabar com a desnutrição dos nossos meninos moreninhos. Ao contrário dos Estados Unidos, aqui o Mc’Donalds não é vício, é aspiração.” “Cada vez mais crianças pedirão um brinquedo para o pai e este orgulhosamente dirá: Sim, eu posso!” - Trechos do parecer de Enio Basilo Rodrigues aprovado com unanimidade pelo Conar (Conselho Nacional de Autoregulamentaçao Publicitária) - Representação 085/11 (Leia a íntegra do parecer aqui).

Não foi trote no Twitter nem no Facebook, trata-se de parecer oficial do Conselho Nacional de Autoregulamentaçao Publicitária aprovado com unanimidade a respeito de denúncia sobre publicidade dirigida ao público infantil. Esses trechos são apenas algumas das pérolas de um parecer recheado de ironias, piadas e falta de seriedade acerca das técnicas de marketing que visam às crianças, que são na maioria das vezes associadas a alimentos não saudáveis.

O texto, que deveria ser um parecer técnico e fundamentado sobre denúncia encaminhada ao órgão, saiu completamente da esfera da formalidade e passou a registrar ofensas ao denunciante - o Instituto Alana - caracterizando-o como "bruxa", desmoralizando a atuação da organização, que tem trabalhado há mais de 10 anos de forma séria sobre a questão do consumismo e publicidade abusiva direcionada ao público infantil.

A denúncia apontava propaganda de rede de fast food dirigida a crianças menores de 12 anos que oferecia brinquedos como brindes. De acordo com a denúncia, a publicidade infringia o Código de Autorregulamentação Publicitária, o próprio código de ética da empresa e o acordo de autorregulamentação firmado junto à Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) e à ABA (Associação Brasileiras dos Anunciantes), em 2010.

A venda de alimentos com brinquedos é alvo de críticas em todo o mundo. O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) entende que a publicidade direcionada ao público infantil é por si abusiva, pois se aproveita da inocência e falta de experiência próprias da criança para incitar o consumismo. Técnicas de marketing como a associação de produtos à brindes ou à personagens de desenho animado, apelam para uma comunicação direta com a criança, e o que é mais grave, na maioria das vezes está associada ao consumo de alimentos não saudáveis.

De acordo com o Ministério da Saúde, 30% das crianças brasileiras estão com sobrepeso e 15% já estão obesas. Vale também relembrar que metade da população brasileira adulta está acima do peso. Entre os 20% mais ricos, o excesso de peso chega a 61,8% na população de mais de 20 anos. Também nesse grupo se concentra o maior percentual de obesos: 16,9%. Dados esses que de certo passam longe do conhecimento do Conar.

Com efeito, o Conar presenteou a sociedade civil com um atestado de seu despreparo e falta de seriedade para lidar com o tema. Certamente esse não é o fórum apropriado para tratar de importantes questões tal qual a vulnerabilidade infantil diante das estratégias de marketing e seus impactos na saúde dos brasileiros.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Lei de BH proíbe MC Lanche Feliz

Projeto de lei já foi aprovado pelos vereadores e proíbe venda casada de lanches com brindes

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), avalia nos próximos 15 dias se irá sancionar um projeto de lei aprovado pelos vereadores da capital mineira que proíbe a venda casada de lanches com brindes, o que proibirá a comercialização do famoso MC Lanche Feliz na cidade, já que o produto é composto por bebida, sanduíche e um brinquedo. Caso o prefeito opte pela sanção, a capital mineira será a primeira cidade do Brasil a proibir o MC Lanche Feliz. O produto já foi proibido em cidades como São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. “Estou sabendo por você a respeito a aprovação da lei. Ainda preciso avaliar. Tenho um prazo para isso”, afirmou o prefeito ao iG, no começo da noite desta segunda-feira (06).
O projeto de lei PL 1254/2010, de autoria da vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PcdoB) foi aprovado na última sexta-feira (03), em segundo turno. De acordo com a vereadora, “o preço do brinquedo já está embutido no valor cobrado pelo lanche, rico em gorduras trans e sódio”'. A autora do projeto lembra que foi assinado um termo de ajustamento de conduta (TAC) do Ministério Público com cinco redes de fast food da capital, autorizando a venda separada do alimento e do brinquedo.
O PL 1254 foi aprovado em primeiro turno no dia 10 de fevereiro deste ano, com 36 vereadores favoráveis. A Câmara de Belo Horizonte possui 41 vereadores. Em segundo turno, o projeto também foi aprovado com o apoio de 36 vereadores e nenhum voto contrário. No texto do projeto, destaca-se que “o Código de Defesa do Consumidor proíbe o uso profissional e calculado da fraqueza e da ignorância do consumidor infantil”. O texto do projeto também diz que “uma pesquisa do Instituto de Defesa do Consumidor (Idea) mostra que os lanches que acompanham os brinquedos em cinco redes de fast-food podem conter ate 70% da quantidade de sal e gordura saturada que uma criança pode ingerir por dia.”
No ano passado, em Santa Clara, na Califórnia, o MC Lanche Feliz foi proibido, sob argumento de que era preciso evitar que os restaurantes se aproveitassem do amor das crianças por brinquedos. Em novembro de 2010, o lanche com brinquedo foi proibido em São Francisco. Em março deste ano, o vereador Juliano Borghetti (PP) apresentou uma proposta na Câmara de Vereadores de Curitiba, com a alegação de que o brinquedo incentiva a criança a consumir uma alimentação pouco saudável. O projeto está em tramitação na câmara curitibana.