Nos dias 07 e 08 de maio de 2014, o Idec realiza o curso Alimentação como um direito: o papel da regulamentação e o código de defesa do consumidor.
O curso será realizado em dois formatos: presencial, no auditório do Idec em São Paulo e On line, transmitido ao vivo pela internet.
O objetivo do curso é apresentar conceitos básicos sobre direito do consumidor e regulamentação de alimentos no Brasil e relacioná-los com o atual cenário regulatório sobre rotulagem e publicidade de alimentos, destacando a importância dessa agenda para melhoria da atual situação de saúde da população brasileira. Fortalecer e instrumentalizar o profissional de saúde sobre as leis que regem o tema, munindo-os de conhecimento para fortalecer argumentações sobre as regulamentações da área de alimentos.
O curso tem como público-alvo nutricionistas, profissionais que trabalham na área de alimentos, engenheiros de alimentos, profissionais de saúde, técnicos de órgãos públicos, pequenos produtores de alimentos e interessados no tema.
Curso: Alimentação como um direito: o papel da regulamentação e o código de defesa do consumidor.
Período: 07 e 08 de maio de 2014 (quarta e quinta-feira)
Horário: 9h00 às 17h30
Carga horária: 12 horas
Formato: Presencial e On line
Para ver a programação, perfil dos professores e investimento acesse o site do Idec.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Seminário discute políticas de combate à obesidade infantil
Em seguida, Alexandre Roso citou que existe um grande número de Projetos de Lei (PL) na Casa: de 39 projetos, 15 PLs tratam especificamente de espaços apropriados para receber pessoas obesas (como é o caso de reservar assentos para obesos em ônibus e aviões) e cerca de apenas 30% de todos os PLs trabalham na questão da educação como auxílio no combate à obesidade, enfatizando a necessidade de investimento em políticas públicas que auxiliem na prevenção da doença, principalmente aquelas de incentivo à prática de atividades físicas – “O que vemos atualmente são ações para quando o problema já existe, e não para a prevenção”. Roso chamou atenção para o atual quadro de obesidade infantil, que muitas vezes não é visto como um problema de saúde, mas apenas uma desordem estética: além do bullying e discriminação que muitas crianças acima do peso sofrem, o desenvolvimento de diversos problemas de saúde como hipertensão arterial, diabetes ou problemas ortopédicos, por exemplo, são bastante preocupantes, destacando-se a importância dos pais se atentarem para isso e buscar um tratamento para seus filhos. Além disso, discutiu o fato de a obesidade ter causas multifatoriais (nutricionais, psicológicas, médicas, genéticas, hormonais, ambientais, etc), o que dificulta o seu tratamento. No caso de crianças, essa situação é ainda pior, já que, de uma forma geral, não podem ser submetidas ao tratamento com terapia medicamentosa ou à cirurgia bariátrica.
Por Camila Araújo.
Na última terça (22/10), ocorreu na Câmara dos Deputados o Seminário sobre Obesidade Infantil, realizado pelo Deputado Federal Alexandre Roso (PSB-RS) juntamente com a Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).
O assunto é motivo de grande preocupação entre especialistas. Pesquisas recentes mostram que 30% das crianças com idade entre 5 e 9 anos estão acima do peso e 15% são obesas. O resultado é o surgimento de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, problemas renais e até alguns tipos de câncer.
Na abertura do evento, o deputado Beto Albuquerque (RS), citou a presença de uma publicidade intensa na TV, principalmente nos canais infantis, com estímulo à “comer qualquer coisa”, ou seja, alimentos não saudáveis. Beto também defendeu a aprovação do Projeto de Lei nº 3.874/12, de autoria de Roso, que cria a Semana de Mobilização Nacional contra a Obesidade Infantil. “É preciso levar a discussão para as escolas, para a comunidade e para toda a família, e escolher uma semana do ano para fazer isso de maneira mais intensa, é fundamental”.
Em seguida, Alexandre Roso citou que existe um grande número de Projetos de Lei (PL) na Casa: de 39 projetos, 15 PLs tratam especificamente de espaços apropriados para receber pessoas obesas (como é o caso de reservar assentos para obesos em ônibus e aviões) e cerca de apenas 30% de todos os PLs trabalham na questão da educação como auxílio no combate à obesidade, enfatizando a necessidade de investimento em políticas públicas que auxiliem na prevenção da doença, principalmente aquelas de incentivo à prática de atividades físicas – “O que vemos atualmente são ações para quando o problema já existe, e não para a prevenção”. Roso chamou atenção para o atual quadro de obesidade infantil, que muitas vezes não é visto como um problema de saúde, mas apenas uma desordem estética: além do bullying e discriminação que muitas crianças acima do peso sofrem, o desenvolvimento de diversos problemas de saúde como hipertensão arterial, diabetes ou problemas ortopédicos, por exemplo, são bastante preocupantes, destacando-se a importância dos pais se atentarem para isso e buscar um tratamento para seus filhos. Além disso, discutiu o fato de a obesidade ter causas multifatoriais (nutricionais, psicológicas, médicas, genéticas, hormonais, ambientais, etc), o que dificulta o seu tratamento. No caso de crianças, essa situação é ainda pior, já que, de uma forma geral, não podem ser submetidas ao tratamento com terapia medicamentosa ou à cirurgia bariátrica.
Patrícia Jaime, coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, citou todos os esforços desenvolvidos pelo MS, por meio da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, para auxiliar na questão do excesso de peso da população – como o Programa Saúde na Escola (PSE); o Manual das Cantinas Escolares Saudáveis, voltado para escolas particulares; acordos do MS com a indústria de alimentos para redução dos teores de sódio e açúcar em produtos industrializados, entre outros. Patrícia destacou a importância da regulação da publicidade de alimentos, mostrando alguns esforços estaduais e municipais para legislar sobre o tema. Ainda lembrou que a população brasileira experimentou grandes transformações sociais que acarretaram profundo impacto na diminuição da desnutrição no País. “Por outro lado, observamos um aumento do excesso de peso que nos apontou um novo cenário de problemas relacionados à alimentação e nutrição. Esse é nosso desafio. Acabar com a desnutrição sem deixar de lidar com a questão da obesidade, especialmente entre as crianças”, ressaltou.
Paulo César, representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, citou que, atualmente, o excesso de peso em crianças e adolescentes contribui para uma maior causa de mortes que a desnutrição. Paulo César citou em sua fala que “saúde não é consequência de contagem de calorias”, sendo importante uma alimentação saudável e a prática de atividade física.
Maria Edna, representante da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), chamou atenção para que o diagnóstico de sobrepeso e obesidade em crianças seja realizado com base nas curvas de crescimento da OMS, uma vez que o diagnóstico por meio apenas do IMC, com a classificação de adultos, é totalmente enviesado. Além disso, destacou a importância da atividade física no tratamento da obesidade.
De acordo com a nutricionista Sophie Deram, a mudança no meio ambiente foi decisiva para o aumento da obesidade infantil em todo o País. Sophie acredita que o rápido processo de urbanização e de industrialização foi fundamental para modificar a forma da população se alimentar. “A indústria trouxe muitos alimentos atrativos para as crianças e para os jovens, só que nem sempre saudáveis.” Ainda destacou a influência do comportamento alimentar no excesso de peso, citando que, além de uma dieta de melhor qualidade, é importante a adoção de hábitos como comer à mesa, de preferência, com a família reunida, manter uma rotina diária com 4 a 5 refeições, dormindo bem e assistindo menos televisão, sem focar apenas na questão do peso, mas da saúde.
Paulo César e Sophie Deram destacaram ainda a contribuição da programação metabólica que os indivíduos sofrem desde a vida intra-uterina – bem como da saúde dos pais no momento da geração de uma nova vida – sendo importante a promoção da saúde em todos os ciclos da vida.
A psicóloga Clarisse Ribeiro, do Hospital da Criança de Brasília, ressaltou todos os problemas de ordem emocional e/ou social que o problema da obesidade pode carregar (já que muitas pessoas, inclusive crianças, veem na comida uma válvula de escape, compensação ou recompensa) e destacou que a família tem um papel importante no tratamento da obesidade infantil.
Por fim, a advogada Ekaterine Karageorgiardis, do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, discorreu sobre a influência da comunicação mercadológica dirigida à criança, com estímulo à adoção de hábitos consumistas e pouco saudáveis. Para Ekaterine, o aumento do consumo das chamadas guloseimas está diretamente relacionado ao estímulo dos meios de comunicação. Pesquisas apontam que, no Brasil, as crianças influenciam em até 80% as decisões de consumo das famílias.
O Código de Defesa do Consumidor traz dispositivos que tratam da propaganda abusiva e enganosa. Assim como o Estatuto da Criança e Adolescente, que também dispõe de uma série de mecanismos de proteção, inclusive na área da publicidade, conforme lembrou Ekaterine. “Existem mecanismos legais, mas eles não são bem aplicados. Por isso vemos a necessidade de políticas específicas. Precisamos também de mecanismos mais eficazes de fiscalização.”
De uma forma geral, todos os especialistas apontaram a mudança de hábitos (não só da criança, mas de toda a família) como a principal maneira de combater a doença, especialmente entre as crianças. “Hoje existe um desestímulo à prática de atividade física. As crianças são estimuladas a ficar no computador, no videogame ou no celular”, observou Maria Edna. Segundo ela, a modificação desse comportamento é fundamental. “Mas é preciso entender que essa mudança envolve toda a família. Envolve também a escola e todo ambiente no qual a criança transita”, acrescenta.
Vídeo do Hospital Albert Einstein sobre obesidade infantil exibido na abertura do Seminário.
Fonte: http://propaganut.wordpress.com/ em 24 de Outubro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Autorregulação da publicidade no Brasil é insuficiente
Com base em pesquisa inédita da Universidade de Harvard, Instituto Alana questiona modelo de autorregulação da publicidade no país.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Projeto que regula publicidade passa na Câmara
18 de setembro de 2013
Depois de uma longa articulação
encabeçada pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) entre deputados a favor
da proteção da criança frente aos abusos da publicidade infantil, o
Projeto de Lei 5.921/2001 finalmente segue sua tramitação e agora será
analisado na Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJC) da
Câmara Federal.
A sessão ordinária
realizada nesta quarta-feira (18), durou duas horas e muitos
parlamentares defenderam a regulação da publicidade dirigida ao público
infantil como forma de proteger as crianças e argumentaram que um tema
de tamanha relevância para a sociedade precisava seguir em debate na
Câmara.
O texto apresentado pelo
deputado Sandro Alex (PPS-PR) e aprovado pelos deputados da Comissão de
Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) é o mesmo que
passou na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio
(CDEIC), do relator Osório Adriano (DEM-DF), em 2009. A proposta inclui
apenas duas frases no atual Artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor,
considerando abusiva a publicidade que seja capaz de induzir a criança
a desrespeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família e que
estimule o consumo excessivo.
O
Instituto Alana apoia publicamente outro texto substitutivo ao PL,
aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor em 2008, de autoria da
então deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG) e que prevê a regulação de
qualquer comunicação mercadológica dirigida a menores de 12 anos. No
entanto, avalia que o resultado de hoje é positivo por dar continuidade à
tramitação do PL e chamar a atenção para um assunto caro às crianças
brasileiras.
Fonte: Instituto Alana
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Entrevista com Raquel Fuzaro, mãe, advogada, ativista social e defensora de uma infância livre
Dia 11 de setembro o Projeto de Lei 5921/01, que visa regulamentar a publicidade infantil, foi colocado na pauta para votação na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.
Depois de 11 anos tramitando, finalmente veio o momento em que a proposta poderia ser encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça e posteriormente seguir para a análise do Senado.
Raquel Fuzaro, mãe de Júlia (4) e Luiz Felipe (3), advogada, ativista social e defensora de uma infância livre estava lá. Ela conta como foi e quais são os próximos passos.
Leia a entrevista aqui: http://infancialivredeconsumismo.com/
Depois de 11 anos tramitando, finalmente veio o momento em que a proposta poderia ser encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça e posteriormente seguir para a análise do Senado.
Raquel Fuzaro, mãe de Júlia (4) e Luiz Felipe (3), advogada, ativista social e defensora de uma infância livre estava lá. Ela conta como foi e quais são os próximos passos.
Leia a entrevista aqui: http://infancialivredeconsumismo.com/
Tema da publicidade infantil movimenta Câmara
Ontem(12/09), o Projeto de Lei 5921/01, que visa regulamentar a publicidade infantil, foi colocado na pauta para votação na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.
Depois de 11 anos tramitando ,finalmente veio o momento em que a proposta poderia ser encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça e posteriormente seguir para a análise do Senado.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) apresentou voto em separado baseado no substitutivo aprovado em 2008 na Comissão de Defesa do Consumidor, que restringe totalmente qualquer comunicação mercadológica direcionada ao público infantil. O texto atualizado pelo deputado, que incluiu a restrição da publicidade infantil também em escolas, garante de forma mais completa e abrangente a proteção dos direitos da criança.
Porém, a votação do PL 5921/2001 que aconteceria na próxima quarta-feira,18 de setembro, na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), não irá mais ocorrer ! Graças "ao lobby obscuro da indústria”, o PL agora vai “ter que passar pelo Plenário da Câmara”.Isso é ruim,pois no Plenário,o Trabalho de aprovação dessa regulamentação,que já se arrasta a quase 12 anos,para novamente.Se a população não fizer pressão,ficaremos eternamente neste jogo de empurra empurra enquanto nossas crianças continuam expostas aos abusos da publicidade infantil.
Apoio à regulação
Fonte: www.defesa.alana.org.br;
Movimento Infância Livre do Consumismo
sábado, 3 de agosto de 2013
Conar e Coca-cola: Propaganda enganosa é crime!
Abaixo-assinado por
Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos
Pedimos a remoção imediata da campanha publicitária
"Energia Positiva" que está sendo veiculada pela Coca-Cola no
Brasil em comerciais de televisão, cinema, outdoors, pontos de venda e
plataforma online. Esta campanha foi proibida por órgãos do México e do
Reino Unido por ser considerada enganosa e trazer riscos à saúde. A
campanha transmite informações erradas aos consumidores, pois promove o
consumo maior de calorias para ser gasto com diferentes atividades físicas, e
ainda não deixa claro que esse produto contém sódio e outros aditivos químicos
que podem acarretar em problemas de saúde. Este tipo de publicidade contribui
para agravar a epidemia atual de sobrepeso e obesidade que a população
brasileira está sofrendo.
A denúncia realizada tanto no México quanto no Reino Unido foi
focada no risco para a saúde representado pela promoção de um maior
consumo de calorias. O mesmo se aplica aqui, considerando que mais de 50% de
todos os adultos no Brasil já está acima do peso ideal, pois consome
uma quantidade excessiva de calorias e pratica pouca atividade
física. Estudos científicos já comprovam que o consumo regular de
bebidas açucaradas está associado com o maior risco de desenvolvimento de
obesidade, síndrome metabólica e diabetes. A Coca-Cola tenta associar a
imagem da sua marca a pessoas saudáveis e exercícios físicos, porém ela é
responsável por introduzir no mercado produtos com altas taxas de açúcar, e
de sódio, e pouco nutritivos, que contribuem para o aumento da obesidade,
diabetes e outros problemas de saúde. Ou seja, muitas calorias vazias e
nada de energia positiva!
Não podemos permitir que a Coca-cola continue veiculando um
comercial com informações erradas sobre o consumo e o gasto de calorias,
pois passa a ideia de que as calorias que a bebida oferece são “boas” e ainda
não deixa claro como gastar essas calorias. Vamos pressioná-los a removerem a
campanha "Energia Positiva", para que tenham assim mais
responsabilidade com os consumidores sobre os riscos de saúde que seus produtos
oferecem.
Participe desta mudança,assine e leia na íntegra a carta para o
Conar, Coca-cola e Procon em :
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Açúcar morde!
* Refrigerante destrói os dentes, causa obesidade e diabetes tipo 2. Proteja suas crianças. Escolha água no lugar de bebidas açucaradas.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
ABRASCO emite nota sobre prêmio Pemberton da Coca Cola
A Nota foi aprovada pela presidência da ABRASCO e redigida pelo Comitê Executivo do GT Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva: expressa posicionamento acerca do significado do Prêmio. Mundialmente, 155 milhões de crianças têm excesso de peso ou obesidade infantil, segundo os estudos da Organização Mundial de Saúde. Destas crianças, mais de 90% consome fast food e bebe refrigerantes pelo menos 4 vezes por semana.
Para acessarem a nota Oficial,segue o link :
http://abrasco.org.br/ckfinder/userfiles/files/Manifestacao%20ABRASCO%20Premio%20Coca%20Cola_10Maio2013.pdf
Fonte: www.abrasco.org
Para acessarem a nota Oficial,segue o link :
http://abrasco.org.br/ckfinder/userfiles/files/Manifestacao%20ABRASCO%20Premio%20Coca%20Cola_10Maio2013.pdf
Fonte: www.abrasco.org
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Você foi programado para gostar de 'infartitos'. E agora?
Por Leonardo Sakamoto
Vergonha alheia.
Um dos piores sentimentos do mundo. Aquela sensação de se contorcer todo para caber em uma xícara do café ou no copo de chope quando alguém da mesa diz algo esdrúxulo e vergonhático.
Uma das coisas que mais me dá vergonha alheia é quando escuto alguém usar o argumento “não gosta, é só não consumir”, como se nada nos guiasse para adquirir um produto. São tantos elementos que incidem na formação do desejo e na tomada de decisão que eu me pergunto se é possível afirmar, no final das contas, que temos livre-arbítrio.
Nossas ações são, em muito, determinadas pelo ambiente em que vivemos, as situações das quais compartilhamos, nossos amigos, parentes e colegas de trabalho e do tipo de propaganda que absorvemos diariamente. Por exemplo, as que dizem que esponjas amarelas e com gosto artificial de queijo são saborosas ou que tornam dois litros de caramelo preto com essências variadas um dos símbolos de nossa era e civilização.
Você acha que tem opção. Mas o que se convencionou chamar de liberdade para consumir é um processo com uma gama muito estreita de opções. A informação de que existe um mundo lá fora que vá além de esponjas de queijo e ácido carbônico preto é pouco difundida pelos veículos de comunicação. E, quando difundida, ela é inigualavelmente mais chata que os anúncios.
Isso sem falar que furar a “liberdade assistida” tem um custo alto, que a maioria dos brasileiros não pode pagar. Tanto o consumo saudável quanto o consumo consciente são atividades censitárias em uma cidade como São Paulo. Ou seja, é – em grande parte das vezes – para quem tem dinheiro para fazer uma escolha e pagar mais pelo melhor (se for sem agrotóxico e livre de transgênicos, então…) ou tempo para preparar algo não-industrializado. E, portanto, mais dinheiro disponível.
Uma reunião dos países-membros da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, decidiu, esta semana, por adotar um plano para conter o aumento da obesidade no mundo. O que inclui a mudança de hábitos considerados prejudiciais e vinculados ao aparecimento de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes: fumar, beber e comer alimentos ricos em substâncias que causa danos ao organismo. OK, reconheço, só aquilo que é considerado bom.
O plano da OMS inclui a necessidade de reduzir os níveis de sal, açúcar e gordura em alimentos industrializados, diminuir as porções servidas e, atenção, solicitar um controle maior por parte dos governos quanto à publicidade voltada a crianças.
Em 2010, a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE apontou que 50,1% dos homens e 48% das mulheres estão com excesso de peso (na década de 70, o índice era de 18,5% e 28,7%, respectivamente). Enquanto isso, 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres são obesos. Não estou discutindo critérios estéticos, mas sim uma questão de saúde pública. Sei do que estou falando, tenho pressão alta e níveis de colesterol e triglicérides mais altos do que meu médico gostaria.
Nossa qualidade de vida aumentou ao termos menos tempo para fazer nossas refeições e, consequentemente, optarmos por nos entupir de produtos menos saudáveis, mas mais rápidos? A entrada de classes mais pobres no consumo através de uma avalanche de carboidratos industrializados alardeados como status social na TV deve ser comemorada? O biscoito recheado é o novo Santo Graal do Brasil contemporâneo?
Afinal de contas, a nossa sociedade de consumo e sua máquina de empacotar soluções ineficazes para frustrações empurra de um lado para o tamanho XXXG. Simultaneamente, do outro lado, parte da mídia e da indústria da moda diz que só pode ser feliz quem cabe em um manequim 32. No máximo. E dá-lhe modelo desfilando com cara de quem comeu meia folha de alface e o bando de menininhas e menininhos suspirando para ter um corpo igual a esses palitinhos, que também não deveriam ser exemplos de saúde para nada. Esquizofrênica a situação? Imagina. Tudo faz sentido. Para o bolso de alguns.
Sei que a evolução programou meu cérebro por milhares de anos para gostar de gordura e me preparar para tempos de vacas magras. Mas, hoje, essa programação natural é reforçada por outra.
Apenas com muita dificuldade somos capazes de aprovar regras para anúncios publicitários de produtos gordurosos ou com muito açúcar ou sal. E olha que não estamos falando de proibição, mas sim de informação – coisa que deveria ser fornecida abertamente. Afinal de contas, o consumo em excesso de certos alimentos pode trazer riscos à saúde.
Regras assim não agradam as indústrias de refrigerantes, sucos concentrados, salgadinhos, biscoitos e de bebidas com muita cafeína. Lembremos que a exigência de rotulagem de produtos que contenham transgênicos e a obrigação de estampar que o tabagismo mata nos maços de cigarro também foram alvo de furiosas reclamações por parte de algumas empresas e associações.
Quando alguma limitação à publicidade de produtos é baixada, há sempre um grupo que brada ser esse ato um atentado à liberdade de expressão. Mas, ao usar essa justificativa, o que acaba defendendo é o direito de ficar em silêncio para não se expor diante da sociedade. O problema é que essa omissão de informações acaba sendo um atentado contra a liberdade de escolha. Não é possível decidir se não há informação suficiente. Vivemos um capitalismo de mentira no qual não querem nos dar todas as informações para tomarmos a melhor decisão.
Colocar isso em prática é difícil. Afinal de contas, uma campanha na TV para dizer “modere” a comidas (sic) como um salgadinho Infartitos é muito mais booooring do que uma peça publicitária usando o Ben 10 e a preguiça simpática do The Croods, piscando na tela tão rápido que, se não convencer a consumir, pode causar um ataque epilético à la Pikachu.
Em tempo: Fica a sugestão do documentário “Muito Além do Peso” sobre obesidade infantil.
Fonte: Blog do Sakamoto
Vergonha alheia.
Um dos piores sentimentos do mundo. Aquela sensação de se contorcer todo para caber em uma xícara do café ou no copo de chope quando alguém da mesa diz algo esdrúxulo e vergonhático.
Uma das coisas que mais me dá vergonha alheia é quando escuto alguém usar o argumento “não gosta, é só não consumir”, como se nada nos guiasse para adquirir um produto. São tantos elementos que incidem na formação do desejo e na tomada de decisão que eu me pergunto se é possível afirmar, no final das contas, que temos livre-arbítrio.
Nossas ações são, em muito, determinadas pelo ambiente em que vivemos, as situações das quais compartilhamos, nossos amigos, parentes e colegas de trabalho e do tipo de propaganda que absorvemos diariamente. Por exemplo, as que dizem que esponjas amarelas e com gosto artificial de queijo são saborosas ou que tornam dois litros de caramelo preto com essências variadas um dos símbolos de nossa era e civilização.
Você acha que tem opção. Mas o que se convencionou chamar de liberdade para consumir é um processo com uma gama muito estreita de opções. A informação de que existe um mundo lá fora que vá além de esponjas de queijo e ácido carbônico preto é pouco difundida pelos veículos de comunicação. E, quando difundida, ela é inigualavelmente mais chata que os anúncios.
Isso sem falar que furar a “liberdade assistida” tem um custo alto, que a maioria dos brasileiros não pode pagar. Tanto o consumo saudável quanto o consumo consciente são atividades censitárias em uma cidade como São Paulo. Ou seja, é – em grande parte das vezes – para quem tem dinheiro para fazer uma escolha e pagar mais pelo melhor (se for sem agrotóxico e livre de transgênicos, então…) ou tempo para preparar algo não-industrializado. E, portanto, mais dinheiro disponível.
Uma reunião dos países-membros da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, decidiu, esta semana, por adotar um plano para conter o aumento da obesidade no mundo. O que inclui a mudança de hábitos considerados prejudiciais e vinculados ao aparecimento de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes: fumar, beber e comer alimentos ricos em substâncias que causa danos ao organismo. OK, reconheço, só aquilo que é considerado bom.
O plano da OMS inclui a necessidade de reduzir os níveis de sal, açúcar e gordura em alimentos industrializados, diminuir as porções servidas e, atenção, solicitar um controle maior por parte dos governos quanto à publicidade voltada a crianças.
Em 2010, a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE apontou que 50,1% dos homens e 48% das mulheres estão com excesso de peso (na década de 70, o índice era de 18,5% e 28,7%, respectivamente). Enquanto isso, 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres são obesos. Não estou discutindo critérios estéticos, mas sim uma questão de saúde pública. Sei do que estou falando, tenho pressão alta e níveis de colesterol e triglicérides mais altos do que meu médico gostaria.
Nossa qualidade de vida aumentou ao termos menos tempo para fazer nossas refeições e, consequentemente, optarmos por nos entupir de produtos menos saudáveis, mas mais rápidos? A entrada de classes mais pobres no consumo através de uma avalanche de carboidratos industrializados alardeados como status social na TV deve ser comemorada? O biscoito recheado é o novo Santo Graal do Brasil contemporâneo?
Afinal de contas, a nossa sociedade de consumo e sua máquina de empacotar soluções ineficazes para frustrações empurra de um lado para o tamanho XXXG. Simultaneamente, do outro lado, parte da mídia e da indústria da moda diz que só pode ser feliz quem cabe em um manequim 32. No máximo. E dá-lhe modelo desfilando com cara de quem comeu meia folha de alface e o bando de menininhas e menininhos suspirando para ter um corpo igual a esses palitinhos, que também não deveriam ser exemplos de saúde para nada. Esquizofrênica a situação? Imagina. Tudo faz sentido. Para o bolso de alguns.
Sei que a evolução programou meu cérebro por milhares de anos para gostar de gordura e me preparar para tempos de vacas magras. Mas, hoje, essa programação natural é reforçada por outra.
Apenas com muita dificuldade somos capazes de aprovar regras para anúncios publicitários de produtos gordurosos ou com muito açúcar ou sal. E olha que não estamos falando de proibição, mas sim de informação – coisa que deveria ser fornecida abertamente. Afinal de contas, o consumo em excesso de certos alimentos pode trazer riscos à saúde.
Regras assim não agradam as indústrias de refrigerantes, sucos concentrados, salgadinhos, biscoitos e de bebidas com muita cafeína. Lembremos que a exigência de rotulagem de produtos que contenham transgênicos e a obrigação de estampar que o tabagismo mata nos maços de cigarro também foram alvo de furiosas reclamações por parte de algumas empresas e associações.
Quando alguma limitação à publicidade de produtos é baixada, há sempre um grupo que brada ser esse ato um atentado à liberdade de expressão. Mas, ao usar essa justificativa, o que acaba defendendo é o direito de ficar em silêncio para não se expor diante da sociedade. O problema é que essa omissão de informações acaba sendo um atentado contra a liberdade de escolha. Não é possível decidir se não há informação suficiente. Vivemos um capitalismo de mentira no qual não querem nos dar todas as informações para tomarmos a melhor decisão.
Colocar isso em prática é difícil. Afinal de contas, uma campanha na TV para dizer “modere” a comidas (sic) como um salgadinho Infartitos é muito mais booooring do que uma peça publicitária usando o Ben 10 e a preguiça simpática do The Croods, piscando na tela tão rápido que, se não convencer a consumir, pode causar um ataque epilético à la Pikachu.
Em tempo: Fica a sugestão do documentário “Muito Além do Peso” sobre obesidade infantil.
Fonte: Blog do Sakamoto
terça-feira, 28 de maio de 2013
Blog brasileiro compara fotos de propaganda de alimentos com o produto real
Pensando nisso, o site brasileiro chamado “Coma com os olhos – As mentiras que nos obrigam a engolir” resolveu mostrar a verdade por trás das fotos caprichadas e mostra imagens dos alimentos da maneira que realmente são.
O site que existe desde setembro de 2008, foi inspirado em um blog alemão que fez um comparativo de 100 produtos entre suas embalagens e seus conteúdos reais. A versão brasileira, além de mostrar imagens comparativas, ainda tem uma completa resenha sobre cada produto.
Fonte: Vírgula UOL
sexta-feira, 17 de maio de 2013
BAUDUCCO É CONDENADA A R$ 300 MIL POR VENDA CASADA
O Tribunal de Justiça de São Paulo considerou abusiva a promoção “É hora de Shrek!” realizada pela empresa Pandurata, detentora da marca Bauducco, em que era preciso consumir alimentos da linha “Gulosos” para comprar um relógio com personagens do filme Shrek.
Para o TJ, este é um caso de venda casada, prática proibida por lei no Brasil. A decisão condenou a empresa a pagar indenização no valor de R$ 300 mil pelos danos causados à sociedade. A empresa ainda deve deixar de promover venda casada e de anunciar para crianças, com multa fixada em R$ 50 mil em caso de descumprimento.
O caso foi denunciado em 2007 pelo Instituto Alana ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que propôs uma Ação Civil Pública em face da Pandurata.
A Ação foi julgada improcedente pela 41ª Vara Cível do Foro Central da Comarca da Capital, mas o MP apelou da decisão, que foi julgada agora pelo Tribunal de Justiça. A empresa ainda pode recorrer.
Na campanha, lançada no mesmo ano que o terceiro filme da série Shrek, era preciso comprar cinco produtos da linha “Gulosos”, e juntar mais R$ 5, para comprar relógios de pulso estampados com os personagens do filme. A estratégia foi considerada venda casada pelo Ministério Público, já que condicionava a compra dos relógios ao consumo de alimentos da Bauducco. Com quatro modelos diferentes de relógio, seria preciso consumir 20 produtos “Gulosos” para completar a coleção.
“Esse tipo de campanha publicitária, embora comumente utilizada, deve ser considerada abusiva e não normal. É preciso mudar a mentalidade de que aquilo que é corriqueiro é normal”, afirmou em documento o desembargador Ramon Mateo Junior, relator do caso no TJ.
A promoção ainda foi considerada abusiva por ser direcionada a crianças, sem respeitar as normas protetivas desse público. Para o TJ, a Pandurata aproveitou-se da inexperiência e da ingenuidade das crianças.
Fonte: Alana
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Entidades pedem que Associações de saúde deixem de apoiar prêmio Promovido pela Coca-Cola
Veja carta-aberta divulgada pelas entidades assinantes. Se você também concorda, ajude a divulgar!
**Atualização em 21 de maio - novas assinaturas ao final da carta em vermelho**
**Atualização em 21 de maio - novas assinaturas ao final da carta em vermelho**
Carta Aberta
à
Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome
Metabólica,
à
Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição e
à
Associação Brasileira de Nutrologia
Maio de 2013
Na
condição de
instituições de
ensino e
pesquisa e
entidades do
campo da
alimentação e
nutrição no
País,
profissionais,
professores e
pesquisadores
comprometidos com
a saúde
da população
brasileira nos
endereçamos aos
dirigentes da
Associação
Brasileira para
o Estudo
da Obesidade
e da
Síndrome
Metabólica
(ABESO), da
Sociedade
Brasileira de
Alimentação e
Nutrição (SBAN)
e da
Associação
Brasileira de
Nutrologia
(ABRAN), por
meio desta
carta aberta
ao público,
para expressar
nosso
descontentamento
com a
divulgação e
o apoio
ao Prêmio
Pemberton, de
produção e
divulgação
científica,
promovido pela
Coca-Cola
Brasil. Buscamos
ainda encorajar
essas
organizações a
se desassociarem
das iniciativas
da empresa
Coca-Cola
Brasil, bem
como de
quaisquer
iniciativas de
empresas
fabricantes de
produtos
alimentares
ultra-processados.
Estudos
científicos já
evidenciaram a
associação
entre o
consumo de
refrigerantes e
a obesidade,
assim como de outros produtos ricos em açúcares cujos
danos à
saúde justificam
providências
para a
redução de
seu consumo.
A aquisição
de refrigerantes
quintuplicou na
população
brasileira nas
últimas três
décadas,
acompanhando a
explosão das
prevalências de
excesso de
peso e
obesidade entre
crianças,
adolescentes e
adultos. Este
é o
resultado de
estratégias bem
sucedidas de
empresas, como
a Coca-Cola,
em promover
o consumo
desses produtos.
Dentre as
principais
estratégias
encontram-se
a propaganda,
promoções,
patrocínio de
eventos
esportivos e
cooptação de
cientistas e
pesquisadores.
A
vinculação das
entidades
profissionais, de
ensino e
pesquisa, que
lidam com
questões de
saúde e
nutrição, a
setores
econômicos
ligados à
alimentação e
nutrição é,
em princípio,
incompatível com
a necessária
independência
intelectual e
política das
mesmas e,
por isto,
precisa ser
revista.
Ao
se associarem
à Coca-Cola
Brasil, a
ABESO, a
SBAN e
a ABRAN
chancelam as
práticas dessa
empresa de
estimular o
consumo de
seus produtos
e ampliar
a participação
de alimentos
não saudáveis
na alimentação
da população
brasileira,
incluindo
públicos como
as crianças,
que são
hiper-vulneráveis
à publicidade
e a
outras práticas
de marketing
dirigidas a
elas. Tal
associação
contraria
frontalmente os
esforços
empreendidos em
direção à
melhora das
condições de
alimentação e
nutrição do
País.
A
vinculação de
profissionais e
entidades a
empresas - em
um contexto
em que
a ciência
e seus
representantes
possuem grande
reconhecimento
por parte
do público
em geral
e, no
qual, informações
sobre saúde
e escolhas
alimentares
geram,
incessantemente,
incertezas e
angústias para
o consumidor
- legitima a
imagem, os
produtos e
as práticas
dessas empresas.
Por essas razões, encorajamos e apoiamos essas organizações a se
desvincularem da empresa Coca-Cola Brasil, para que, dessa forma,
possam engajar-se no enfrentamento da obesidade e de outras doenças
crônicas, salvaguardando a reputação e o compromisso de cada uma
com a promoção da alimentação saudável e a melhoria das
condições alimentares da população brasileira.
Rosely
Sichieri
Professora
Titular
da
Universidade
do
Estado
do
Rio
de
Janeiro
Ruben
Mattos de Araujo
Professor
Adjunto
da
Universidade
do
Estado
do
Rio
de
Janeiro
Kenneth
Rochel
de
Camargo
Jr.
Professor
Associado
da
Universidade
do
Estado
do
Rio
de
Janeiro
Carlos
Augusto
Monteiro
Professor
Titular da Universidade de São Paulo e
Membro
da Academia Brasileira de Ciências
Fabio
da Silva Gomes
Secretário
de Relações Exteriores da Associação Mundial de Nutrição e
Saúde Pública
Instituto
Alana
Idec - Instituto
Brasileiro
de
Defesa
do
Consumidor
Observatório
de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de
Brasília
Gulnar Azevedo e Silva - Instituto de Medicina Social - UERJ
Luiz Antonio dos Anjos - Faculdade de Nutrição - UFF
Conselho Federal de Nutricionistas
Gulnar Azevedo e Silva - Instituto de Medicina Social - UERJ
Luiz Antonio dos Anjos - Faculdade de Nutrição - UFF
Conselho Federal de Nutricionistas
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